O valor da energia sobe e a quantidade de água despenca

Foto: Gabriel Jabur / Agência Brasília
Foto: Gabriel Jabur / Agência Brasília

Quando chega o período de escassez, geralmente há aumento nas tarifas de energia. Isto por que a principal fonte de energia no Brasil é a hidrelétrica, com 90% de consumo em relação as demais fontes.

A situação climática do país está em estado de alerta e todos nos sabemos disso. Percebemos essas mudanças pela grande onda de calor que nos assola e a falta de chuva. Há alguns anos, neste mesmo período, haveria chuvas em partes do Brasil.

Como dito anteriormente, a escassez de recursos hídricos gera alta nas taxas de energias pagas pelos consumidores e as indústrias. Na última terça-feira (17/10) a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou a CEB (Companhia Energética de Brasília) a reajustar o valor das tarifas.

Haverá um acréscimo de 6,84% para residências, enquanto as indústrias sofrerão acréscimo de 8,46%. Vale relembrar que ano passado também houve aumento de 3,35% para os consumidores.

Juntamente com o aumento das tarifas, há também a elevação da cobrança das bandeiras. Na bandeira vermelha, que é a mais cara, será cobrado R$ 3,50 a cada 100 Quilowatt-hora (kWh) consumidos. No mês de setembro seu valor era de R$ 2,00 para cada 100 kWh de energia consumidos.

Essas elevações nas taxas não são nada boas para o bolso dos consumidores, no entanto, a falta de água é um problema maior com efeitos devastadores e preocupantes à longo prazo. O brasileiro, de modo geral, não possui a cultura de economizar água. Isso por que o país tem maior reserva de água doce do mundo.

Além da população não fazer a parte dela em poupar água, os governantes também não fazem seu papel de incentivar a redução do consumo e não possui políticas públicas que conscientizem a população. O único “incentivo” do governo é o racionamento, mas esta ação não gera impacto real que vise o fim ou uma redução significativa dessa adversidade.

Nota-se que o racionamento não está sendo executado da maneira mais prudente quando nos é revelado os níveis das barragens que abastecem o Distrito Federal. A Barragem do Descoberto está com 11% da sua capacidade total, e a Barragem de Santa Maria opera com 25,5%. (porcentagem do dia 17/10/2017)

Estamos chegando a um nível crítico com relação a fonte fundamental da vida e, infelizmente, não se vê esforços para reverter o quadro. O governo tentou esconder por algum tempo que o Distrito Federal estava com pouca água nos seus reservatórios, alegando que não faltaria água.

Pouco tempo depois, foi implementado o racionamento hídrico de forma oficial, mas os efeitos da ação tardia do governo inibiu a redução deste impacto para a população. Nas escolas, nos locais de trabalhos e até nas residências há pouco incentivo para utilização racional da água.

 

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, anuncia em variados veículos de comunicação, obras para reduzir o impacto da falta de água na capital federal: como a obra de Corumbá 4, feita em parceria com a Saneamento de Goiás (Saneago); as captações do Bananal e do Lago Paranoá.

No entanto, essas obras milionárias só surtirão efeito a curto prazo, ou seja, o que está sendo feito é uma maquiagem na problemática. Com o passar dos anos, o problema voltará com impacto maior para a população brasiliense.

Tal cenário nos leva a um futuro preocupante para a manutenção da vida no planalto central se algo não for feito de forma eficaz, planejada e duradoura.

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