Desemprego no DF sobe para 17,2%

Exame

A CODEPAN (Companhia de Planejamento do Distrito Federal ) em parceira com o DIEESE e a Secretaria de Estado do Trabalho do Distrito Federal divulgaram informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF) revelando que a taxa de desemprego no mês de fevereiro é de 17,2%. De acordo com o órgão, houve aumento de 0,6% em comparação com o mês anterior (16,6%). Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o desemprego estava em 12,3%, o aumento foi de 4,3%.

Em números, isto implica dizer que mais de 265 mil pessoas estavam desempregadas no mês de fevereiro, 8 mil a mais do que no mês anterior. Esse aumento decorreu devido a retração de 16 mil postos de trabalho, diminuição de 1,2% em relação a janeiro.

Também foram divulgados números de desempregados por Regiões Administrativas (RA), que foram divididas em grupos com base no nível de renda. Como é mostrado no gráfico, o Grupo 3, que reúne as RAs de renda mais baixa registrou estabilidade se comparado a janeiro. Porém, houve aumento de 5,5%, se comparado com o fevereiro de 2015.

Registrou-se aumento no número de desempregados no grupo de renda intermediária (Grupo 2), e o de renda mais elevada (Grupo 1). No grupo 2 a elevação foi de 13% para 14,4%, e no grupo 1, de 7,8% para 8,2.

A equipe do Conteúdo.News entrou em contato com o Secretaria do Trabalho para obter informações precisas sobre o cenário do desemprego na capital federal. Para o Secretário Adjunto, Thiago Jarjour, os números do desemprego no Distrito Federal refletem o que se está passando no cenário nacional, com mais de milhões de desempregados. “O país passa por uma situação gravíssima política e econômica. O Distrito Federal segue o mesmo fluxo do país e isso vai acontecendo gradativamente a cada ano.”

De acordo com o economista Roberto Piscitelli, Conselheiro do Conselho Regional de Economia, o crescimento da taxa de desemprego está relacionado ao setor de serviços. “Existe uma forte predominância do setor público e do setor de serviços. Esta última está ligado diretamente ao setor público.

Piscitelli também destaca o efeito dominó da crise no DF. “Os serviços ligados as residências e lazer são diretamente afetados, pois os salários estão praticamente congelados e abaixo da inflação. O trabalhador perdeu o poder de compra, e esta situação aqui no DF tem uma abrangência maior na economia, que é voltada quase que exclusivamente para o setor público e de serviços.

Para reverter este quadro de retração o Governo do Distrito Federal elaborou um conjunto de ações, entre elas a legalização dos Foods Trucks e a liberação de R$ 1,2 milhão de empréstimos a 0,7% ao mês pelo Prospera – Fundo de Geração de Emprego e Renda do GDF para 101 microempreendedores.

Thiago Jarjour acredita que com políticas públicas implementadas de forma correta o número de desempregados irá reduzir, mas que os resultados não serão eficientes a curto prazo. “Não tem nenhum tipo de política pública que seja instituída agora que dê resultado a curto prazo. Isso pode levar anos talvez”. E acrescenta, “políticas públicas bem estruturadas dão resultados perenes, mas a longo prazo.”

Jarjour observou que os trabalhadores estão conscientes do momento delicado que o Distrito Federal está passando. “As pessoas estão buscando se qualificar, e nos estamos oferecendo capacitação e qualificação aos trabalhadores, para que estejam preparados quando o mercado voltar a contratar.”

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