Governos anunciam medidas de retenção de gastos

www.mundodastribos.comNo atual momento delicado da economia brasileira, cortes nas despesas são mais do que necessários, é quase palavra de ordem. Governos Federal e Estadual vem tentando conter despesas para que haja dinheiro em caixa que possibilitem honrar seus compromissos. Aumento de impostos já aconteceram, a nível estadual e algumas tentativa de aumentar impostos estão tramitando nas Assembleias Legislativas. No cenário federal o governo está “cortando a própria carne”, antes de propor aumento de impostos.

Os governos anunciam cortes, que são apelidados de “cortes do cafezinho”, obviamente não estão surtindo efeitos consideráveis. A sociedade brasileira como um todo está aguardando há algum tempo que os Governos anunciem medidas de retenção de gastos, mas que não prejudiquem a população e a macro e micro economia. Não é uma tarefa simples, mas também não é impossível.

A primeira fatia do corte no âmbito federal está ocorrendo. De acordo com Nelson Barbosa, Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, o Governo vai reduzir o número de ministério de 39 para 29; a quantidade de cargos comissionados – que apenas no Governo Federal ocupam mais de 22 mil cargos -; e contratos da União com prestadoras de serviços, entre outras medidas. No último sábado (12), em uma reunião com alguns ministros no Palácio da Alvorada, a Presidente reiterou a fala do Ministro Barbosa.

O Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentaram na segunda-feira (14), outras medidas que vão cortar R$ 26 bilhões nas despesas do Governo e gerar receitas de R$ 28,4 bilhões. A proposta do Executivo é a seguinte: “a venda de terrenos e imóveis, a realização de leilões de apartamentos funcionais, revisão de contratos, diminuição de secretarias e diretorias e, ainda, redução de cargos comissionados. Irá propor também sobre redução de despesas obrigatórias (90% do que o governo gasta), como gastos com a Previdência e funcionalismo público, medidas que dependem de aprovação do Congresso”, de acordo com a jornalista Natuza Nery, da Folha de São Paulo.

Todavia, talvez a medida mais aguardada ocorrerá no fim deste mês de setembro, sobre quais ministérios serão extintos. Até o momento existem apenas especulações, contudo, o Executivo está estudando com a equipe técnica quais ministérios deixaram da fazer parte do Poder. É de se imaginar que essa redução por espaço no Governo não será feita de forma tranquila, no entanto, é uma medida necessária para o enxugamento da máquina pública que terá objetivos, dentre eles, o aumento das receitas do governo e a fluidez na governança.

Exemplo

Os Governos Federal e Estaduais poderiam/deveriam seguir o exemplo do pacote proposto pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, de cortar em 20% os salários dos secretários, diretores, comissionados e, inclusive dele mesmo e do vice, Renato Santana.

De acordo com o Correio Braziliense, o governador tem o salário bruto de R$ 23.449,55, com redução de 20% cairia para R$ 18.759,64. Os secretários teriam um redução R$ 3.600,00 no contracheque, ou seja, cairia de R$ 18.038,00 para R$ 14.430,00.

A crise econômica gera momentos de vários arrochos, contudo, existem formas e exemplos de superar, basta que os governantes queiram de verdade solucionar o problema em prol da população ao invés de pensar no próprio umbigo ou a favor dos empresários.

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